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Mil e uma maneiras de ver as coisas

Mil e uma maneiras de ver as coisas

Experimentar

Somos o resultado daquilo que fazemos, daquilo que experimentamos. Se nunca arriscamos, se nunca tentámos algo novo, como vamos renovar-nos? Como sabemos como lidar com diferentes situações? 

Experimentar faz parte de ser humano. O Ser Humano é um ser curioso, temos uma curiosidade que está connosco desde que nascemos. Para aprendermos que não podemos tocar na travessa que acabou de sair do forno, temos primeiro de lhe tocar e perceber que queima. Para sabermos que não podemos saltar vezes sem conta, temos de ter caído à terceira vez que saltamos sem parar. 

Se nunca arriscamos, se nunca tentamos nada de novo, estaganámos. Sempre a fazer o mesmo. 

Às vezes olhamos à nossa volta e vemos pessoas que conhecemos há vinte anos atrás, exatamente a viver no mesmo sítio, a fazer as mesmas coisas, tudo como se há vinte anos se estivesse. Há pessoas que vivem felizes e satisfeitas com isso. Gostam da certeza do que têm hoje e não querem arriscar. Mas será que conhecem tudo o que têm a conhecer? Será que se conhecem a elas próprias verdadeiramente?

Dizem que uma forma de nos conhecermos é experimentarmos. As experiências e a nossa capacidade de nos adaptarmos às coisas novas, faz com que nos renovemos. Faz com que conheçamos cada vez mais facetas da nossa própria personalidade.

Será que quando não arriscamos, corremos na realidade o risco de nunca nos chegarmos a conhecer verdadeiramente? 

 

Afeiçoar

Há pessoas com quem nos encontramos na vida e temos aquela vontade de não nos afeiçoarmos. Não nos queremos afeiçoar àquelas pessoas para depois não nos magoarmos. Parece que sentimos que aquela pessoa vai significar mais para nós do que devia e por isso mantemos a distância. 

Manter a distância resulta durante algum tempo, durante algum tempo até parece que tivemos sucesso na nossa tentativa de não afeiçoamento. Mas depois de algum tempo, meses ou até anos a manter uma distância segura, acabamos por falar com aquela pessoa, depois de algum tempo aquela pessoa quebra as barreiras que tinhamos construído. Agora só queremos falar com aquela pessoa, só queriamos sair com aquela pessoa, só queriamos conhecer essa pessoa melhor. 

Temos um interesse que não nos sai da memória. Mas não queremos insistir demasiado e não sabemos se a outra pessoa tem o mesmo interesse de nos conhecer como nós temos de a conhecer a ela. Será que essa pessoa sente saudades quando não está connosco, que sente saudades de nos ver, se tem a ânsia de falar connosco?

Só o tempo pode responder a estas questões. Como tudo na vida é preciso tempo. O tempo logo diz o que precisamos de saber. Quem tem interesse procura. Quem tem interesse tenta, fala, manda mensagem, convida. 

 

Persistência

Ás vezes não queremos porque não queremos seguir determinado caminho. Somos teimosos e não percebemos porque estamos a ser levados por aquele caminho e não pelo outro. A vida, mesmo nos momentos mais estranhos, tem uma tendência para melhorar. A cada coisa que acontece e que se calhar nem queriamos que acontecesse, leva a um caminho melhor.

Quando se olha para trás e se reflete um pouco, vê-se que se tudo tivesse seguido o plano que queriamos, se tudo tivesse sido exactamente como queriamos, não teriamos aprendido absolutamente nada   e provavelmente estariamos frustrados porque não saímos do mesmo sítio. 

Muitas vezes temos que deixar que vida nos conduza. Não podemos ter pressa, porque tudo o que tiver que vir virá a seu tempo e temos que compreender que quando não vem é porque já não era para vir.

Devemos manter-nos abertos a todas as possibilidades, mas manter algum foco e seguir o nosso instinto. Quando alguma coisa não nos parece tão bem, ou como também se costuma dizer "quando alguma coisa cheira mal" é tentar perceber o porquê dessa intuição.

De resto é lutar por aquilo que queremos, não desistir e esperar que se concretize.

 

 

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