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Mil e uma maneiras de ver as coisas

Mil e uma maneiras de ver as coisas

Fingindo não sentir saudade

O aborrecimento de sentir saudades de alguém que nunca sentirá saudades nossas. Não sentimos saudades porque ainda queremos essa pessoa na nossa vida, não sentimos saudades porque ainda temos algum tipo de sentimento pela pessoa, não sentimos saudades da pessoa em si (até porque já passou tanto tempo que nós já mudámos e certamente a pessoa também já mudou), sentimos saudades da memória. Saudades da pessoa que éramos quando estavamos com aquela pessoa. Saudades daquele momento. 

Com o tempo perdemos aquela inocência, aquela infantilidade, aquele acreditar na bondade das pessoas. Aprendemos a desapegarmo-nos. Quando antes dávamos tudo de nós, éramos sinceros e acreditávamos que se dessemos o nosso melhor isso nos iria levar ao nosso objetivo. Quando acreditávamos que se quisessemos mesmo uma coisa, teriamos essa coisa. Agora somos diferentes. Mais cépticos, mais cautelosos, mais desconfiados. Como diz o ditado: "Gato escaldado de água fria tem medo".

Não nos devemos agarrar às memórias, porque elas não passam disso, de momentos congelados no tempo. De momentos passados onde nós éramos outras pessoas. Podemos sentir saudades da pessoa que éramos antes, mas a pessoa que somos agora já aprendeu muita coisa. Já aprendeu que não depende só de si manter as amizades ou amores na sua vida. Aprendeu que só fica quem quer ficar. Já aprendeu que aqueles que ficam são os realmente importantes. 

Sentir saudades do que era faz parte da vida. Ninguém, por mais especialista em seguir em frente que se seja, não poderá dizer que nunca olhou para trás. Em algum momento a pessoa pára e olha para trás. Recorda o que passou. Recorda o que foi. Mas só isso. Recorda e continua em frente. Recorda e continua a viver o presente e a trabalhar no futuro. 

 

 

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