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Mil e uma maneiras de ver as coisas

Mil e uma maneiras de ver as coisas

Reflexões

Sempre pensei que se algo é importante para nós, se alguém teve um real significado e marcou a nossa vida, nós contámo-lo. Falámos sobre isso. Mas, por vezes, não é isso que acontece. 

Nem todas as pessoas funcionam da mesma maneira e, algumas pessoas guardam para si o que de mais significativo aconteceu.

Isso parece-me estranho, porque se algo nos marcou, se gostamos muito de uma determinada pessoa, porque não contá-lo à nova pessoa com quem estamos ou iremos estar? 

Bem foi-me recentemente explicado que só porque alguém não fala sobre algum assunto, não significa que não tenha sentido. Sentiu sim, claro que sentiu, apenas tem uma forma diferente de lidar com os sentimentos e guarda para si. 

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O amor realmente acaba?

Às vezes é mais fácil pensar que quando duas pessoas seguem caminhos diferentes que isso aconteceu porque o amor terminou e porque já não sentem nada uma pela outra. Porque essa pessoa já não é especial, porque essa pessoa nunca sentiu por nós o que sentimos por ela.

Talvez essas ideias que colocamos na nossa cabeça sejam apenas mecanismos de defesa. Não queremos pensar muito naquele assunto, não queremos pensar muito naquela pessoa e é mais fácil, para seguir em frente, simplesmente pensar que essa pessoa já não sente nada e nunca sentiu. 

Pensar que foi algo especial custa mais e faz com que seguir em frente seja mais doloroso. É preciso tempo para nos permitirmos aceder a essa parte do pensamento, a essa parte do cérebro, a essa gaveta que fechamos porque tinhamos medo de abrir.

Depois de nos permitirmos aceder a essa gaveta e experimentar alguma dessa recordação do que foi bom, depois de percebermos que muitas vezes não tem mesmo que acontecer, que muitas vezes o amor é amor, ainda que transitório. Que os sentimentos existiram apesar dos relacionamentos terem acabado. Depois de percebermos que o amor não acontece apenas uma vez, está sempre a acontecer, seja amor romântico, seja amizade, seja em qualquer outra das suas formas. 

Aí entendemos o que passou, conseguimos realmente abraçar o que está a acontecer e o que está por vir. 

E no fundo amor não acaba, apenas muda de forma e por vezes torna-se memória a guardar e preservar.

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Letter from Mary to Antonio

Vi-te no outro dia, vi-te e fiquei triste. Mas apenas durante um minuto. Depois comecei a pensar em todas as coisas que fiz e todas as pessoas que conheci depois de ti, depois de tudo e fiquei com um sorriso desenhado na cara.
Quando penso em ti, tento pensar no bom. Ver tudo pelo seu lado positivo. Se tivesse resultado provavelmente eu não teria feito metade das coisas que fiz até hoje. Provavelmente tinha-me contido mais e não arriscado tanto. Talvez não fosse tão independente e decidida como me tornei e como sou hoje.
Hoje vejo que te desiludi. Vejo que te sentes desiludido e até chateado comigo. Não queria isso. Queria que como eu te recordasses as coisas boas e aquilo que aprendeste comigo. Que retirasses o bom de tudo o que passou. Eu não retiro nada mais que o bom agora.
Tornei-me mais ciente da realidade, mais solta, mais comunicativa e isso só me trouxe coisas boas. Tu foste o abanão que eu precisava e um amigo fantástico com quem falava de séries e da vida. Até hoje (e isto é um enorme elogio) ainda não encontrei ninguém que falasse tão bem de séries como tu.
Tenho saudades da tua amizade e sei que não a terei de volta. O que passou foi negativo e desiludimo-nos mutuamente. Vimos o pior um do outro demasiado rápido. Não queria isso. Mas aconteceu. Por isso agora e talvez no espírito natalício quero pensar no bom, no positivo e na marca boa que deixaste.

 

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Entendimento

Só entendemos até ao nosso nível de compreensão. Ás vezes queremos que outras pessoas nos leiam os pensamentos, que adivinhem aquilo que não dizemos. Mas sem efetivamente dizermos alguma coisa as pessoas não vão perceber o que queremos. E quando dizemos algo devemos ser claros, porque as pessoas só percebem até ao seu nível de experiência. 

Muitas vezes esperamos dos outros aquilo que nós faríamos e esperamos que as pessoas se comportem e reajam como nós reagiriamos, mas todos temos vidas diferentes e experiências diferentes, o que faz com que perante a mesma situação todos tenham reações diferentes. 

Muitos de nós quando estão apaixonados, gritam para o mundo e para essa pessoa o sentimento, outros de nós, guardam tudo dentro de si e são incapazes de verbalizar.

Não podemos esperar que os outros adivinhem o que sentimos, mas também não podemos esperar que uma pessoa mais contida, de repente, grite para o mundo aquilo que sente.

Como tudo na vida há que encontrar o meio termo e encontrar o entendimento dentro do nível de compreensão de cada um. 

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