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Mil e uma maneiras de ver as coisas

Mil e uma maneiras de ver as coisas

Porque não namoras?

Olhando em volta ... refletindo... observando atentamente ... 

Todas as pessoas têm reações diferentes e diferentes formas de encarar a vida. Porque é que nos termos de encaixar numa determinada categoria, num determinado modo de viver a vida?

Muitas vezes somos confrontados com perguntas incómodas sobre a forma como levamos a vida. Mas porque é que simplesmente não podemos vivê-la como achamos melhor? 

Quando se está na casa dos 20 anos há uma pergunta frequente e algo irritante que surge sempre, quando não dizemos a ninguém a nossa vida pessoal:

"Tens namorado/a?

Ora, ainda não percebi porque é que esta pergunta tem sempre que surgir. Mas surge. O que é que é suposto responder a isto?

Se a pergunta viesse de alguém em quem se estivesse interessada/o romanticamente, era lisonjedor, queria dizer que a pessoa tinha algum interesse. No entanto, a pergunta surge de pessoas que se acaba de conhecer, ou pessoas da família com quem não se fala há anos, ou amigas/os nos encontros muitas vezes semanais.

Há várias respostas a dar a esta pergunta e todas boas para mudar de assunto. Tais como:

-"Tenho muito trabalho e estou focada/o na carreira ou nos estudos"

-"Para quê namorar com uma pessoa que não se tem a certeza que se gosta se se pode conhecer alguém realmente interessante"

-"Não"

- "Para quê namorar já com uma pessoa quando existe um mundo de possibilidades"

Independentemente do que se responda e do modo como se responda, vai sempre seguir-se um olhar de pena (como se nós estivessemos num estado de depressão ou algo do género) e depois uma das seguintes frases:

- "Vou-te ajudar a arranjar um homem/mulher"

- "Não te preocupes, tenho a certeza que vais encontrar alguém especial"

- "Juro que não percebo como é que uma pessoa tão interessante como tu não arranja ninguém."

Depois disto qualquer um ficaria com a auto estima nos picos. 

Não entendo o porquê de não se poder fazer um caminho diferente e estar feliz com esse caminho. Não namorar não é algo necessariamente negativo. Estar sozinho muitas vezes não é solitário. Estar só permite um grande auto conhecimento. Aprende-se o que se quer e o que não se quer, e isso é muito importante se um dia se tiver uma relação. 

Estar sozinho não significa que se vá para casa chorar todos os dias. Significa sim que se consegue viver sozinho, que se consegue ser independente. Que pode não se estar num relacionamento, mas que já se alcançou muita coisa, tal como sucesso profissional, o trabalho de sonho, acabar a licenciatura, mestrado ou doutoramento com sucesso, uma boa estrutura familiar e muito bons amigos. Isso é sucesso e nem todas as pessoas conseguem tanta coisa. 

Estar numa relação não é tudo. É muito, muito importante ter alguém com quem partilhar o sucesso e as coisas boas da vida, ter alguém com quem ir àqueles concertos que não conseguimos convencer nenhum amigo ou familiar a ir, com quem dar e receber carinho e amor. Mas estar sozinho e conseguirmo-nos conhecer a nós mesmos é igualmente muito importante. Pode parecer cliché e uma frase feita, mas como vamos conhecer o outro verdadeiramente se ainda não nos conhecemos a nós mesmos?

 

 

Reencontros

Ao longo do tempo conhecemos centenas de pessoas. Umas caem no esquecimento, como aquelas que conhecemos quando ainda estavamos na primária, por exemplo. Outras lembramo-nos de vez em quando e outras guardamos sempre connosco. 

É engraçado como podem passar anos sem que nos lembremos de alguém. Vivemos a nossa vida focados no presente e no futuro e naquelas pessoas com quem contactamos agora. Depois de muitos anos essa pessoa reaparece na nossa memória. Ouvimos uma música, lemos uma frase, sentimos um cheiro e a recordação daquela pessoa volta à nossa mente.

Face a isso, questionámo-nos como a nossa vida seria se essa pessoa voltasse. Não como seria a nossa vida se essa pessoa tivesse permanecido na nossa vida, porque não mudariamos nada do que fizemos até agora. Mas, sim o que seria se aquela pessoa reentrasse na nossa vida, agora. Agora que já passou tanto tempo, agora que os problemas de então não parecem nada de especial, agora que vemos as coisas de forma diferente. Depois surge-nos o medo de pensar: aquela pessoa conheceu-me há mais de 10 anos, eu mudei muito desde aí. A ideia que essa pessoa tem de nós é aquela que tinha há 10 anos atrás. 

De seguida acaba por se concluir que: eu mudei sim, mas essa pessoa também mudou. Há características que certamente terão permanecido enalteradas e outras que terão mudado radicalmente. Teria que conhecer essa pessoa de novo e se calhar isso nem seria uma coisa assustadora, nem de ter medo, mas sim desafiadora. 

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Good or bad?

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Todos os dias temos de tomar decisões. Acordámos de manhã e decidimos se queremos um café cheio ou curto, se queremos manteiga ou queijo no pão. Essas são as ditas decisões fáceis que temos de tomar. Depois há as outras, as decisões difíceis. Aquelas que demorámos a tomar. Aquelas que nos ocupam o pensamento. Aquelas que não queriamos ter de tomar. Como saber se as consequências de uma decisão vão ser boas ou más antes de tomarmos a dita decisão? 

Há alturas em que apetece simplesmente distanciarmo-nos de tudo e não termos de decidir durante algum tempo. Mas na maioria das vezes não podemos fazer isso. Não podemos simplesmente apanhar o próximo avião e ir para um hotel com vista para o mar num destino turístico qualquer e refletir. Por isso há que decidir. 

Na realidade só saberemos se a decisão foi a acertada ou não se tentarmos. Só saberemos se fizemos a escolha certa depois de fazermos a escolha. Há que seguir o coração, independentemente do que a lógica muitas vezes nos possa dizer. Cada um de nós temos os nossos ritmos e enquanto alguns de nós funcionam bem perante a pressão, outros de nós não gostam de se sentir pressionados. Há que tomar o tempo a decidir, respirar fundo e esperar que as consequências sejam positivas. 

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