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Mil e uma maneiras de ver as coisas

Mil e uma maneiras de ver as coisas

Conhecer pessoas

Conhecer pessoas novas não é fácil. Há sempre aquele primeiro impacto em que nenhuma das pessoas sabe muito bem o que dizer e depois durante a conversa de circunstância há sempre aqueles silêncios demasiado longos entre cada mudança de tema. 

Como evitar estes awkward moments? Não dá. Mesmo que se tente ser simpática/o e se tente disfarçar não dá. Fazer conversa é uma das atividade mais difíceis. Ainda assim, há sempre três ou quatro temas recorrentes que possibilitam sempre ter pelo menos algum tempo de conversa com a pessoa (se não se esgotarem os ditos temas em 5 segundos claro):

 

1- O clima: Começando-se a conversa da seguinte forma: então quem diria que hoje ia estar sol? E a resposta natural da outra pessoa será: sim, ainda bem, vi na meteorologia ontem e dava chuva de facto. 

 

2- A Universidade ou o trabalho que cada um dos intervenientes frequenta ou a atividade laboral que exercem. Neste tema consegue-se falar durante mais tempo, porque implica recuar bastante no tempo até ao momento em que andaram na universidade ou iniciaram o trabalho. 

 

3- Uma notícia televisiva de destaque daquele dia: por exemplo: não sei se viste hoje na televisão aquela notícia sobre política, mundo, desporto ou qualquer outro tipo de notícia de destaque? A pessoa pode responder: não, não vi. E acaba-se por aí a tentativa de conversa. Pode responder: não vi, mas o que era?. E aí temos a possibilidade de ao menos fazer um pouco mais de tempo a explicar a dita notícia da TV. Ou responde: vi sim. E pronto já ficam a conversar sobre a notícia durante uns largos minutos.

 

O ser humano é um ser social e naturalmente somos confrontados com a necessidade de conhecer outras pessoas. Temos que as conhecer pelos mais variados motivos: porque vamos para a escola e fazemos novos amigos, porque vamos para a universidade e criamos aquelas amizades que se prolongam para a vida adulta, porque vamos para um novo trabalho e temos de conhecer os diversos colegas que já lá trabalham e outros que virão para lá trabalhar.

 

Ainda assim conhecer pessoas, aquele primeiro impacto é sempre o mais difícil. Passar a conversa de circunstância e de falar sobre o clima para conversas profundas e com significado ainda demora um pouco, mas depois tudo flui com a maior das naturalidades felizmente. É só esperar que o tempo passe para aquele gelo e aquele impacto de conhecer a pessoa passe.

 

 

 

 

 

Fingindo não sentir saudade

O aborrecimento de sentir saudades de alguém que nunca sentirá saudades nossas. Não sentimos saudades porque ainda queremos essa pessoa na nossa vida, não sentimos saudades porque ainda temos algum tipo de sentimento pela pessoa, não sentimos saudades da pessoa em si (até porque já passou tanto tempo que nós já mudámos e certamente a pessoa também já mudou), sentimos saudades da memória. Saudades da pessoa que éramos quando estavamos com aquela pessoa. Saudades daquele momento. 

Com o tempo perdemos aquela inocência, aquela infantilidade, aquele acreditar na bondade das pessoas. Aprendemos a desapegarmo-nos. Quando antes dávamos tudo de nós, éramos sinceros e acreditávamos que se dessemos o nosso melhor isso nos iria levar ao nosso objetivo. Quando acreditávamos que se quisessemos mesmo uma coisa, teriamos essa coisa. Agora somos diferentes. Mais cépticos, mais cautelosos, mais desconfiados. Como diz o ditado: "Gato escaldado de água fria tem medo".

Não nos devemos agarrar às memórias, porque elas não passam disso, de momentos congelados no tempo. De momentos passados onde nós éramos outras pessoas. Podemos sentir saudades da pessoa que éramos antes, mas a pessoa que somos agora já aprendeu muita coisa. Já aprendeu que não depende só de si manter as amizades ou amores na sua vida. Aprendeu que só fica quem quer ficar. Já aprendeu que aqueles que ficam são os realmente importantes. 

Sentir saudades do que era faz parte da vida. Ninguém, por mais especialista em seguir em frente que se seja, não poderá dizer que nunca olhou para trás. Em algum momento a pessoa pára e olha para trás. Recorda o que passou. Recorda o que foi. Mas só isso. Recorda e continua em frente. Recorda e continua a viver o presente e a trabalhar no futuro. 

 

 

Aos amores de antigamente

Algures ouvi duas pessoas a falar e diziam: Sabes já não há amores como os de antigamente, como os dos meus pais e dos meus avós. 

Isto pôs-me a pensar e é bem verdade o que estas pessoas diziam. É verdade que há casamentos duradouros, dessas épocas, simplesmente porque as pessoas não se queriam divorciar, porque o divórcio era mal visto na sociedade. 

Mas é verdade também que há casamentos duradouros e há relacionamentos duradouros baseados mesmo no amor. É verdade que os relacionamentos são muito diferentes hoje em dia. É também uma realidade que hoje em dia se desiste mais facilmente.

Hoje em dia há um mundo de opções e as pessoas não estabelecem prioridades. Para quê lutar por uma coisa que até me está a causar alguns problemas, quando posso simplesmente entreter-me com outras pessoas. Os relacionamentos não são fáceis e para encontrar o consenso nem sempre é fácil. Cada pessoa tem a sua personalidade e conciliar modos de ver a vida e opiniões não é fácil, mas se há interesse há que tentar. 

Fruto talvez da liberalização de tudo, da facilidade de comunicação trazida pelas redes sociais, de nada ser tabu, foi-se do 8 para o 80.

Se dantes só se podia ter relações sexuais depois do casamento e não se podia de forma alguma falar de sexo em casa. Hoje, não há limites, hoje há uma liberdade tal que já não se tem decoro e respeito próprio. Tudo é permitido. 

Não sou contra a liberdade e podermos fazer o que entendermos com o nosso corpo e a nossa identidade, mas olhando para alguns comportamentos e refletindo sobre eles, acho que se foi longe demais. 

Hoje já não se constroem relações devagarinho, consolidando primeiro os sentimentos, conversando, percebendo se se gosta efetivamente da companhia da pessoa. Agora começa-se pelo físico e depois é que se vai ao emocional. 

Como no anúncio: há uma linha que separa... essa linha hoje em dia está bastante esbatida infelizmente. 

 

 

Frase do dia

As pessoas adoram fazer planos e mais planos. Sempre ou quase sempre que se faz planos eles acabam por mudar. Pode fazer-se o plano de ir caminhar à beira mar amanhã, mas amanhã ao acordar percebemos que está a chover imenso e já não dá para ir caminhar à beira mar. 

Há que aprender a lidar com a alteração de planos e com os imprevistos (que acontecem muittoo frequentemente) e deixar-nos ir. :D 

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